quinta-feira, 7 de abril de 2016

Napoleão

Conheça 10 fatos sobre a vida de Napoleão Bonaparte


Pode ser que você já tenha aprendido bastante sobre as conquistas de Napoleão Bonaparte na Europa durante o século 19. Mas, como não dá tempo de ver tudo na sala de aula, alguns itens dessa lista podem surpreender você. Separamos 10 fatos sobre a vida do imperador que talvez você ainda não conheça.
Quadro de 1845 de Paul Delaroche mostra um Napoleão bem #Chateado (Imagem: "Napoléon Bonaparte abdica em Fontainebleau"/Wikimedia Commons)
Quadro de 1845 de Paul Delaroche mostra um Napoleão bem #Chateado (Imagem: “Napoléon Bonaparte abdica em Fontainebleau”/Wikimedia Commons)
1 – Napoleão nasceu em 15 de agosto de 1769 e virou tenente já aos 16 anos. Tal precocidade se deve a sua exímia dedicação. Aos 15 anos, foi admitido como cadete na Escola Militar de Paris, onde se formaria artilheiro em tempo recorde – dez meses, quando o normal seriam três anos. Ele mergulhou com afinco nos estudos do Tratado de Matemática, do professor Bezout, um grande livro de quatro volumes, cujo conteúdo era a base do exame final para os aspirantes a oficial da artilharia. Resultado: em um ano Napoleão já vestia o uniforme de tenente do exército francês. Entenda a sua rápida ascensão.
2 – Até os 17 anos, Napoleão não tinha muito jeito com as mulheres. Magricela, de cabelos engordurados e de uniforme sempre amassado, não atraia muitos olhares femininos. As moças de Paris o consideravam desengonçado – foi apelidado de “Gato de Botas” por uma jovem amiga, porque suas botas eram negras e sujas e pareciam grandes demais para aquele par de pernas finas e curtas.
3 – Sua vida amorosa deslanchou aos 18 anos, em 1787, quando abordou uma prostituta nas ruas de Paris. Antes de transarem, ele fez um verdadeiro interrogatório com ela: perguntou onde tinha nascido, de onde tinha vindo, como tinha perdido a virgindade… “Eu a aborreci depois, com minha insistência para que não fosse embora”, confessou o próprio Napoleão, em tom de timidez, nas páginas de seu diário. Casou-se aos 26 anos com Josefina de Beauharnais, uma nobre viúva de um visconde, que adorava esbanjar a fortuna de Bonaparte e trair o marido. O imperador deu o troco e virou um tremendo “pegador” depois. Saiba mais sobre a sua vida amorosa. 
4 – O ato de Napoleão de coroar a si mesmo perante o papa causou a fúria de um dos maiores compositores de todos os tempos. Contemporâneos, Ludwig van Beethoven nutria uma grande admiração por Napoleão e chegou a dedicar a ele, em 1802, a Terceira Sinfonia, conhecida hoje como “Eroica” (“heroica”, em italiano). O alemão se arrependeu disso depois da coroação do imperador, em 1804. Para o músico, esse ato foi extremamente tirânico. Leia mais.
Para Napoleão, nem o papa era digno de colocar a coroa sobre a sua cabeça (Foto: "A coroação de Napoleão Bonaparte", por Jacques-Louis David/Wikimedia Commons)
Para Napoleão, nem o papa era digno de colocar a coroa sobre a sua cabeça (Foto: “A coroação de Napoleão Bonaparte”, por Jacques-Louis David/Wikimedia Commons)
5 – O imperador da França era bem guloso. Gostava de comer com as mãos e adorava pratos banhados em gordura. No café da manhã, comia ovos fritos com azeitonas e pimenta. No almoço, devorava muita linguiça. O pior, no entanto, vinha à noite. De acordo com uma revelação do cozinheiro do palácio, Denis Dunant, o patrão tomava uma sopinha de feijão com legumes antes de dormir. O caldo era tão espesso que a colher ficava em pé no meio do prato.
6 – Napoleão era extremamente racista e é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os Crimes de Napoleão (Ed. Record), como um dos precursores de Hitler. Segundo o escritor, o imperador proibiu militares negros de morar em Paris, barrou os casamentos entre raças e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Ainda de acordo com Ribbe, ele estimulou na colônia francesa do Haiti que os subordinados matassem o maior número possível de negros. Na Córsega e na ilha de Elba, criou campos de concentração. Leia mais sobre essa visão de Napoleão. 
7 – Napoleão Bonaparte era conhecido como o “anticristo” pela rainha Maria I de Portugal (que também não tinha um apelido muito legal: “Maria Louca”). As terras lusitanas estavam no alvo do general para ampliar seu território conquistado. Ele estava tão certo da vitória que chegou a apontar governadores para o Rio de Janeiro, a Bahia e o Maranhão. Não foi o que rolou. Saiba mais sobre a fuga da família real para o Brasil. 
8 – Apenas 25 mil homens – os sobreviventes da fome, do frio e dos ataques inimigos – conseguiram voltar da batalha de Napoleão na invasão de 1812 ao maior país do mundo. Para evitar o avanço de Bonaparte, os próprios russos botaram fogo em Moscou. Após cinco semanas acampando sobre as cinzas da cidade, decidiu dar meia volta e iniciar o retorno à França. Na volta para casa, o frio de -32° C penetrava nas roupas esfarrapadas dos soldados e se somava à exaustão. Saiba mais sobre a mais famosa das derrotas do francês. 
9 – Suas batalhas para conquistar a Europa causaram um número assustador de mortes. Calcula-se que o total de falecidos nos conflitos napoleônicos, entre civis e militares, fique entre 3,5 milhões e 6,5 milhões. Esses números têm relação direta com os exércitos gigantescos do francês. Só para invadir a Rússia, ele reuniu 650 mil homens – um terço dessa força lutou em Borodino. Na maior vitória e na maior derrota, respectivamente em Austerlitz e em Waterloo, eram cerca de 70 mil homens reunidos.Conheça as principais batalhas de Napoleão.
10 – Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena. De acordo com historiadores, seu corpo passou por uma autópsia. Uma das versões é a de que o procedimento teria revelado que ele morrera de câncer no estômago. Mas ainda não foi dito ao certo qual teria sido a causa da morte.

Revolução Francesa - Parte 14 de 14 (FINAL)

Revolução Francesa - Parte 13 de 14

Revolução Francesa - Parte 12 de 14

Revolução Francesa - Parte 11 de 14

Revolução Francesa - Parte 10 de 14

Revolução Francesa - Parte 09 de 14

Revolução Francesa - Parte 08 de 14

Revolução Francesa - Parte 07 de 14

Revolução Francesa - Parte 06 de 14

Revolução Francesa - Parte 05 de 14

Revolução Francesa - Parte 04 de 14

10 curiosidades sobre Maria Antonieta

10 curiosidades sobre Maria Antonieta


1. Maria Antónia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena, ou simplesmente Maria Antonieta, nasceu em 2 de novembro de 1755. Era a 15ª  filha de Maria Teresa de Habsburgo e de Francisco I, os imperadores da Áustria.
2. Ela se casou com Luis XVI de Bourbon, herdeiro do trono da França, em 1770. Tinha apenas 14 anos, e tornou-se rainha cinco anos depois.
3. Luis XVI de Bourbon demorou sete anos para "consumar" o casamento com Maria Antonieta. O fato causou boatos de que a rainha seria estéril. A primeira filha do casal, Maria Teresa Carlota, nasceu em 1778.
4. A rainha gostava de atuar em óperas.
5. No início, Maria Antonieta era muito querida pela população francesa, que via nela uma esperança de melhora na situação de miséria em que o Rei Luis XV mergulhou o país. Mas, depois de escândalos sobre sua esterilidade e as gastanças da corte, ela passou a ser apontada como traidora da França.
6. Em 1781, Maria Antonieta mudou-se para um palácio construído para ela, que ficava bem próximo do Palácio de Versalhes. O "Petit Trianon" foi um presente de seu marido, o Rei.
7. A frase "se o povo não tem pão, que coma brioches" é atribuída a Maria Antonieta. Mas historiadores acreditam que a rainha nunca disse essa frase.
8. Depois de assinar um contrato que favorecia seu irmão, então imperador da Áustria, Maria Antonieta passou a ser chamada de "A Austríaca" pela corte francesa.
9. Há boatos de que a rainha teve um amante sueco, o Conde Fersen.
10. Maria Antonieta foi presa, junto com Luis XVI, em 1792. No ano seguinte, foi julgada e condenada à guilhotina por traição. Foi a última rainha da França. No dia 16 de outubro de 1793, às 12:15, vestindo roupas simples, Maria Antonieta foi guilhotinada. Seu corpo foi jogado em uma vala comum, no cemitério de La Madeleine (fechado em 1794).
 http://guiadoscuriosos.com.br

Revolução Francesa

A Revolução Francesa, que se deu no ano de 1789, no qual se desenrolam seus acontecimentos decisivos é o evento que, segundo alguns autores, inaugura a chamada Idade Contemporânea. Os historiadores do século XIX, que fizeram a linha divisória da História, imputaram a este acontecimento o caráter de marco divisor entre a Idade Moderna e a Contemporânea, por conta da radicalização política que o caracterizou. Para se entender a Revolução Francesa é necessário conhecer um pouco da situação econômica e social da França do século XVIII.
Até o século XVIII, a França era um estado em que vigia o modelo do absolutismo monárquico. O então rei francês, Luís XVI, personificava o Estado, reunindo em sua pessoa os poderes legislativo, executivo e judiciário. Os franceses então não eram cidadãos de um Estado Democrático Constitucional, como hoje é comum em todo o mundo ocidental, mas eram súditos do rei. O rei personificava o Estado.
Dentro da estrutura do Estado Absolutista, havia três diferentes estados nos quais a população se enquadrava: o primeiro estado era representado pelos bispos do Alto Clero; o segundo estado tinha como representantes a nobreza, ou a aristocracia francesa – que desempenhava funções militares (nobreza de espada) ou funções jurídicas (nobreza de toga); o terceiro estado, por sua vez, era representado pela burguesia, que se dividia entre membros do Baixo Clero, comerciantes, banqueiros, empresários, os sans-cullotes (“sem calções”), trabalhadores urbanos, e os camponeses, totalizando cerca de 97% da população.
Ao logo da segunda metade do século XVIII, a França se envolveu em inúmeras guerras, como a Guerra do Sete Anos (1756-1763), contra a Inglaterra, e o auxílio dado aos Estados Unidos na Guerra de Independência (1776). Ao mesmo tempo, a Corte absolutista francesa, que possuía um alto custo de vida, era financiada pelo estado, que, por sua vez, já gastava bastante seu orçamento com a burocracia que o mantinha em funcionamento. Soma-se a essa atmosfera duas crises que a França teria que enfrentar: 1) uma crise no campo, em razão das péssimas colheitas das décadas de 1770 e 1780, o que gerou uma inflação 62%; e 2) uma crise financeira, derivada da dívida pública que se acumulava, sobretudo pela falta de modernização econômica – principalmente a falta de investimento no setor industrial.
Os membros do terceiro estado (muitos deles influenciados pelo pensamento iluminista e pelos panfletos que propagavam as ideias de liberdade e igualdade, disseminados entre a população) passaram a ser os mais afetados pela crise. No fim da década de 1780, a burguesia, os trabalhadores urbanos e os camponeses começaram a exigir uma resposta do rei e da Corte à crise que os afetava, bem como passaram a reivindicar direitos mais amplos e maior representação dentro da estrutura política francesa. Em julho de 1788, houve a convocação dos Estados Gerais, isto é, uma reunião para deliberação sobre assuntos relacionados à situação política da França. Nessa convocação, o conflito entre os interesses do terceiro estado e os da nobreza e do Alto Clero, que apoiavam o rei, se acirraram. O rei então estabeleceu a Assembleia dos Estados Gerais em 5 de maio de 1789, com o objetivo de decidir pelo voto os rumos do país. Entretanto, os votos eram por representação de estado. Sendo assim, sempre o resultado seria dois votos contra um, ou seja: primeiro e segundo estados contra o terceiro. Fato que despertou a indignação de burgueses e trabalhadores.
A burguesia, que liderava o terceiro estado, propôs em 10 de junho uma Assembleia Nacional, isto é, uma assembleia para se formular uma nova constituição para a França. Essa proposta não obteve resposta por parte do rei, da nobreza e do Alto Clero. Em 17 de junho, burgueses, trabalhadores e demais membros do terceiro estado se declararam em reunião para formulação de uma constituição, mesmo sem a resposta do primeiro e do segundo estado. Ao mesmo tempo, começava um levante popular em Paris e outro entre os camponeses. A Revolução se iniciou.
Em 14 de julho de 1789, a massa de populares tomou a Bastilha, a prisão que era símbolo do Antigo Regime e, em 4 de agosto, a Assembleia Nacional instituiu uma série de decretos que, dentre outras coisas, cortava os privilégios da nobreza, como a isenção de impostos e o monopólio sobre terras cultiváveis. A Assembleia institui a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, que reivindicava a condição de cidadãos aos franceses e não mais de súditos do rei. Em setembro de 1791 foi promulgada a nova constituição francesa, assegurando a cidadania para todos e pressionando o monarca Luís XVI a aceitar os seus critérios. Essa constituição previa ainda a igualdade de todos perante a lei, o voto censitário, a confiscação das terras eclesiásticas, o fim do dízimo, a constituição civil do clero, detre outros pontos. A partir deste momento, a França revolucionária esboçou o seu primeiro tipo de novo governo, a Monarquia Constitucional, que durou de 1791 a 1792.
A ala mais radical da Revolução, os jacobinos (que haviam participado da Assembleia Constituinte, sentando-se à esquerda do plenário e opondo-se aos girondinos que se posicionavam à direita), defendiam uma ampliação da perspectiva revolucionária, cuja proposta era não se submeter às decisões da alta burguesia, que se articulava com a nobreza e o monarca. Os jacobinos queriam radicalizar a pressão contra os nobres e o clero, e instituir uma República Revolucionária, sem nenhum resquício da Monarquia.
Prevendo a ameaça que vinha dos rumos que a Revolução tomava, o rei Luís XVI articulou um levante contrarrevolucionário com o apoio das monarquia austríaca e prussiana. Em 1792, a Áustria invadiu a França e essa declarou guerra àquela. A população parisiense, após saber dos planos do rei, invadiu o palácio real de Tulleries e prendeu o rei e sua família. O Rei e sua esposa, Maria Antonieta, tiveram suas cabeças decepadas pela guilhotina em 1793 e a Monarquia Constitucional chegou ao seu fim no mesmo ano.
O último rei do absolutismo francês, Luís XVI, e sua esposa, Maria Antonieta, foram guilhotinados pelos revolucionários
O último rei do absolutismo francês, Luís XVI, e sua esposa, Maria Antonieta, foram guilhotinados pelos revolucionários
Com o fim da Monarquia Constitucional, houve também a dissolução da Assembleia Constituinte e a Convenção Nacional de um novo parlamento. O período da convenção se caracterizou pela forte presença do radicalismo jacobino comandando a Revolução, momento que se tornou conheciso como a fase do Terror (sobretudo por conta do uso indiscriminado da guilhotina como máquina da morte). Nomes como Robespierre, Saint-Just e Danton figuram entre os principais líderes jacobinos. Foi neste período também que a Áustria e Prússia prosseguiram sua guerra contra a França, temendo que a Revolução se espalhasse por seus territórios. No processo de confronto contra essas duas monarquias, nasceu o exército nacional francês, isto é: um exército que, pela primeira vez, não era composto de mercenários e aristocratas, mas do povo de uma nação que se via como nação.
Em 1795, a burguesia conseguiu retomar o poder e, através de uma nova constituição, instituir uma nova fase à Revolução, chamada o Diretório, órgão composto por cinco membros indicados pelos deputados. Mas a partir deste mesmo ano a crise social se tornou muito ampla na França, o que exigiu um contorno político mais eficaz, sob pena da volta da radicalização jacobina.
Um dos mais jovens e destacados generais da Revolução, Napoleão Bonaparte, era o nome esperado pela burguesia para dar ordem à situação política francesa. Em 1799, ao regressar do Egito à França, Napoleão encontrou um cenário conspiratório contra o governo do Diretório. Foi neste cenário que ele passou a figurar como ditador, inicialmente, dando o golpe de 18 de Brumário (segundo o calendário revolucionário), e depois como imperador da França. O Período Napoleônico durou de 1800 a 1815 e mudou o cenário político do continente europeu, ao passo que expandiu o ideal nacionalista para várias regiões do mundo.

Fonte: http://historiadomundo.uol.com.br/idade-moderna/revolucao-francesa.htm






sábado, 12 de março de 2016

Como Funciona o Processo de Eleição dos Estados Unidos

Entenda como funcionam as primárias nas eleições presidenciais dos EUA

Saiba como será escolhido o candidato republicano e democrata para a disputa da Casa Branca
01/02/2016 - 19H09 - ATUALIZADA ÀS 17H02 - POR EDSON CALDAS
Eleições nos Estados Unidos (Foto: Scott Olson/ Getty Images )
   O processo eleitoral americano dura quase um ano. Na primeira etapa, chamada de primárias, são escolhidos os candidatos que irão disputar a Casa Branca pelos partidos democrata e republicano. Nas eleições de 2016, as primárias começam oficialmente em 1° de fevereiro, no estado de Iowa, e se encerram em 14 de junho, em Washington D.C. Depois das primárias, ocorre a campanha eleitoral e, na sequência, a eleição, marcada para 8 de novembro.
Vamos então ao início do processo. Como funcionam as primárias? Ao contrário do Brasil, onde a participação na decisão sobre qual será o candidato à presidência da República de cada partido é restrita, nos Estados Unidos ela envolve milhares e milhares de eleitores. Para eleger seus candidatos, o partido republicano e o partido democrata realizam eleições entre seus filiados em todos os estados americanos. A partipação popular é tão valorizada que em alguns estados mesmo os americanos não filiados aos partidos podem votar nas primárias. Ou seja, um eleitor que não é republicano pode votar na primária republicana em algumas regiões do país.   
As primárias acontecem de forma escalonada, em dias diferentes, até junho. As datas são fixadas pelos estados e pelas direções dos partidos. Existe ainda a tradicional Super Tuesday. Uma terça-feira em que vários estados realizam primárias simultaneamente. A data é considerada crucial e, neste ano, acontece no dia 1º de março.
O processo eleitoral americano se preocupa em equilibrar a influência dos estados no rumo político da nação, de acordo com o número de habitantes que neles moram. Portanto, ganhar as primárias na Califórnia  não tem o mesmo peso de sair vitorioso no Alaska.Entendeu? Pois agora complica um pouco. São feitas as eleições regionais, ok. Mas como é decidido o vencedor em nível nacional? A resposta não é simplesmente somar o número de estados em que cada candidato ganhou e ver quem levou mais estados. Ou fazer uma contagem total dos votos.
Como é feito esse cálculo, então? Cada estado tem direito a um determinado número de delegados. Esse número é definido principalmente pela população do estado — quanto mais gente, mais delegados. Porém, alguns estados podem ganhar delegados adicionais como um bônus, de acordo com certos critérios determinados pelos partidos. São esses delegados que votarão na convenção nacional de cada partido para definir quem será o candidato à presidência. No caso dos democratas, existem ainda os superdelegados — líderes do partido (Barack Obama e Bill Clinton são alguns deles) que podem votar em quem quiserem.
Neste ponto, há uma diferença bastante importante na maneira como democratas e republicanos fazem a escolha de seu candidato. No caso dos democratas, os delegados de cada estado são divididos proporcionalmente, de acordo com os resultados das primárias. O cálculo para se chegar a essa proporcionalidade é complexo. Mas, via de regra, ela fica muito próxima de um para um. Por exemplo: se Hillary Clinton receber 60% dos votos num estado e Bernie Sanders 40%, Hillary leva cerca de 60% dos delegados e Sanders, 40%. Se o estado tiver 10 delegados, Hillary ganha 6 e Sanders 4. O placar para a convenção nacional do partido democrata fica em 6x4.  
No caso dos republicanos, as regras variam de estado para estado. Em alguns, aplica-se a mesma regra de proporcionalidade dos democratas. Em outros, o vencedor leva todos os delegados daquele estado. Há ainda sistemas híbridos, que misturam os dois tipos de regras.
Até o momento, Hillary Clinton lidera as pesquisas do partido democrata, enquanto Donald Trump é o principal nome da chapa rival, republicana. Mas a dupla precisará confirmar o favoritismo nas urnas. Pois que venham as primárias.
Como funcionam as eleições nos Estados Unidos (Foto: Danilo Bandeira)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Independência do Haiti





Batalha em San Domingo, pintado por January Suchodolski representando uma luta entre as tropas polonesas ao serviço francês e os rebeldes do Haiti


A independência do Haiti foi influenciada pela Revolução Francesa e é considerada a única revolta de escravos bem sucedida desde a antiguidade clássica. O episódio, também conhecido como Revolução Negra, teve origem na revolta gerada entre os escravos que trabalhavam na lavoura de cana de açúcar. 

A Colônia de São Domingos, antigo nome do Haiti, era posse da França e uma importante fonte de lucros. A exploração do trabalho era sistemática e desumana. Os castigos corporais levaram milhares de negros à morte. Os relatos da época documentam que era mais comum que os escravos recebessem chicotadas do que comida. 

Ao longo do tempo esta situação gerou ódio e desejo de vingança nos escravos que, contaram ainda com os ideais de igualdade e liberdade pregados na Revolução Francesa. 

Em 1791, na França, a Assembléia Constituinte decretou a igualdade de direitos entre todas as pessoas na ilha de São Domingos. A medida garantia o direito de voto dos mulatos mas ainda não era a abolição da escravatura. Enquanto isso, os grandes latifundiários burgueses argumentavam que não deveria haver igualdade já que os negros e mulatos não deveriam ser considerados pessoas. 

Percebendo a oportunidade, alguns negros mais esclarecidos começaram a se organizar e promover pequenas revoltas que, com o passar do tempo, tomaram a forma de revolução. Um dos comandantes foi Toussaint L'Ouverture que, ao lado de Jean François e Biassou, organizou um exército capaz de combater os europeus. 

Com a revolta espalhada os embates se tornaram cada vez mais violentos e os brancos se negavam a aceitar um acordo de paz. Em meio às batalhas da guerra contra a Inglaterra, a França derrubou a Monarquia, proclamou a República e aboliu a escravidão em todos os seus territórios. 

Toussaint foi nomeado chefe do exército e quando Napoleão Bonaparte foi eleito primeiro-cônsul, São Domingos proclamou uma Constituição, tornando-se província autônoma. Entretanto, Napoleão enxergava em São Domingos um ponto chave na expansão do império francês pelo mundo. Assim, enviou um exército de 47 mil homens à colônia e, sob o pretexto de negociação, levou Toussaint para a França onde foi morto na prisão. 

Porém, a morte de Toussaint não pôs fim as revoltas. Ao contrário, elas ganharam um novo líder: Dessalines que, em 1804, derrotou as tropas de Napoleão e proclamou a independência de São Domingos que passou a se chamar Haiti.

                      


Fatos Curiosos Sobre a Constituição dos E.U.A.

       







Uma das mais antigas do mundo, a Constituição dos Estados Unidos foi aprovada em 17/9/1787 e sofreu pouquíssimas modificações até hoje. Igualzinho à nossa, só que não. Entregue ao povo pouco mais de 10 anos depois da declaração de independência, é a base da democracia mais forte do mundo, apesar de esta palavra não fazer parte do documento. A introdução famosa "Nós, o povo", dispensa qualquer outra menção sobre a quem pertence e a quem se dirige o poder do país. Veja nesta lista 15 curiosidades sobre a Constituição americana.
Wikipedia

1

 

Lei dos nativos

A Constituição dos Estados Unidos foi inspirada na organização política dos índios iroqueses, que têm diversos povos espalhados entre o Canadá e nordeste dos Estados Unidos.
Reprodução/USCrow
Reprodução/USCrow

2

 

Resumão

O documento original, aprovado em 17 de setembro de 1787, tem 4.400 palavras, sendo considerada a mais curta lei fundamental de um país soberano.
Reprodução/Archive.org
Reprodução/Archive.org

3

 

Não tinha corretor

Entre diversos erros de ortografia presentes no documento original, o mais chamativo é o nome do Estado da Pennsylvania, grafado como "Pensylvania", ao lado dos nomes dos signatários.
Reprodução/Soundlandscapes
Reprodução/Soundlandscapes

4

 

Viajante

Thomas Jefferson, considerado um dos "país da nação" e principal autor da declaração de independência, não assinou a Constituição. Ele estava representando os Estados Unidos na França.
Reprodução/University of Brighton
Reprodução/University of Brighton

5

 

Manuscrito

Quem fez o manuscrito da Constituição foi um funcionário da Assembleia da Pennsylvania, Jacob Shallus. Shallus recebeu US$ 30 pelo freela. Em valores de hoje, seriam cerca de R$ 3 mil.
Reprodução/shineyourlight
Reprodução/shineyourlight

6

 

Temperatura controlada

As quatro páginas originais da Constituição estão expostas no Arquivo Nacional, em Washington (DC), atrás de um vidro protetor emoldurado com titânio. Para preservar o papel, os compartimentos contêm gás argônio, e são mantidos a 19ºC e 40% de umidade.
Reprodução/JeremyPerson
Reprodução/JeremyPerson

7

 

Sem direitos

A primeira versão da Constituição não mencionava os direitos básicos do cidadão. Por isso, três dos 42 delegados que participaram da finalização do documento se recusaram a assiná-lo. Vários Estados também rejeitaram o texto pelo mesmo motivo. A Carta dos Direitos só entrou em vigor em 1791, contendo as dez primeiras emendas à Constituição.
Reprodução/Newsweek
Reprodução/Newsweek

8

 

Cheiroso

Patrick Henry, um dos delegados eleitos para a Convenção Constitucional, acabou se tornando um crítico severo do documento e se recusou a participar do evento alegando ter "cheiro de rato".
Wikipedia
Wikipedia

9

 

Vovô da Constituição

O jornalista e cientista Benjamin Franklin, um dos líderes da Revolução Americana, precisou de ajuda para assinar a Constituição devido ao seu estado de saúde. Ele foi levado à Convenção em uma cadeira carregada por quatro prisioneiros. Franklin estava com 81 anos e assinou o documento chorando.
Reprodução/ChristianPost
Reprodução/ChristianPost

10

 

Grana curta

Benjamin Franklin, que era tratado como "o sábio", sugeriu que todas as sessões da Convenção fossem abertas com uma oração, mas os delegados recusaram a proposta alegando que não havia dinheiro para contratar um capelão.
Reprodução/BuildDirect
Reprodução/BuildDirect

11

 

Dia de comer peru

O Dia de Ação de Graças, principal feriado dos Estados Unidos, surgiu um 26 de novembro de 1789, por proclamação do presidente George Washington com apoio do Congresso. O objetivo do feriado era dar graças pela nova Constituição.
Reprodução/CalabriaOnWeb
Reprodução/CalabriaOnWeb

12

 

Brancaleone

Houve uma proposta para que a Constituição limitasse o exército em 5 mil homens. O presidente George Washington reagiu com sarcasmo, dizendo que estaria de acordo desde que fosse adicionado um artigo proibindo exércitos invasores a terem mais de 3 mil soldados.
Reprodução/Time
Reprodução/Time

13

 

Íntegra

A Constituição dos Estados Unidos sofreu apenas 17 alterações desde 1791
Reprodução/Outsidethebeltway
Reprodução/Outsidethebeltway

14

 

Nós e eles

Minorias étnicas são tratadas no texto como "outros"
Reprodução/Timeanddate
Reprodução/Timeanddate

15

 

Nós, o povo

A palavra "democracia" não aparece no texto da Constituição dos Estados Unidos

Como Era O Cotidiano das Pessoas Nas Treze Colônias Inglesas

     Cotidiano das famílias nas Treze Colônias Inglesas

Cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas 
Família puritana indo para a igreja

A ideia de que todas as formas de colonização foram somente de exploração é um fato recorrente e perpetuado entre vários estudiosos do assunto. Recentemente, novos estudos ressaltaram a importância de analisarmos as colonizações ocorridas durante o processo das Grandes Navegações Marítimas Europeias (séculos XV ao XVIII), dentro de uma perspectiva que incluísse a colonização de povoamento.
Pensar em como viviam as famílias dos ingleses que vieram da Inglaterra e dos colonos nascidos na América é um tanto complexo, pois, geralmente, a constituição de uma família era um empreendimento difícil dentro de uma lógica de colonização de exploração.
Estudiosos apontam para a seguinte questão: todas as formas de colonização fundamentaram suas ações e práticas na exploração e povoamento dos novos territórios conquistados. Dessa maneira, devemos pensar a colonização europeia na América como colonização de exploração e colonização de povoamento ao mesmo tempo: essas formas de colonização não existem sozinhas, acontecem mutuamente e reciprocamente. Toda a colonização visa à ocupação do território e à exploração dos recursos minerais e vegetais e, às vezes, humanos (escravidão dos nativos) deste território.
Após alguns esclarecimentos, voltemos ao nosso objetivo: o cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas. Como essas famílias viviam? Como se alimentavam? Como se vestiam? Como trabalhavam? Todas essas indagações serão nossos objetos de análise no presente texto.
As famílias constituídas nas Treze Colônias inglesas assemelhavam-se muito às famílias europeias. Existia uma média de sete filhos em cada família, mas a mortalidade infantil com menos de um ano de idade era altíssima – dos sete, menos da metade chegava a sobreviver. A família colonial era patriarcal, o pai ou o marido era a principal autoridade da casa e nessas famílias o trabalho era exercido por todos.
As mulheres geralmente trabalhavam dentro e fora de casa, produziam alimentos, roupas, velas, entre outros, portanto, o papel social desempenhado pela mulher era extremamente importante – a partir de suas mãos a família se vestia e comia. As mulheres das colônias, no século XVIII, quase todas se casavam, era muito difícil uma mulher ficar solteira. Casavam-se a partir dos 24 anos de idade, enquanto as mulheres europeias do século XVIII casavam-se bem mais novas. As mulheres não tinham autonomia nas colônias, ficavam às sombras de seus maridos ou pais. Uma mulher poderia se casar uma única vez. O divórcio existiu por um curto tempo, mas posteriormente foi extinto.
No seio das famílias existia o resultado direto do matrimônio entre o homem e a mulher (marido e esposa), que eram os filhos. Nas Treze Colônias inglesas, as crianças eram vestidas como adultos a partir dos sete anos de idade, aprendiam a ler e a escrever e geralmente seguiam o ofício dos pais. O principal trabalho exercido pelas crianças era em casa, lá exerciam vários afazeres domésticos.
Principalmente nas Colônias do Norte, desenvolveu-se o comércio juntamente com as atividades manufatureiras, entretanto a grande parte da população estava desempenhando o trabalho no campo, ou seja, praticando a agricultura.
Grande parte da população das Treze Colônias inglesas era puritana (protestantes), principalmente os colonos do norte. A população puritana quase sempre se vestia com roupas com tons escuros e as mulheres não ostentavam joias e luxo. Era uma sociedade dedicada ao trabalho, havia pouco tempo para as diversões. As reuniões festivas dos colonos aconteciam no momento da construção de algum celeiro, ou seja, misturavam lazer ao trabalho. Uma das principais características dos colonos ingleses foi a ética do trabalho.

Biografia de George Washington

George Washington


Líder militar americano (1732-1799). Derrotou os ingleses na guerra da independência e foi presidente dos EUA.

Um dos maiores líderes militares da história, George Washington foi responsável pela derrota dos britânicos e foi o primeiro presidente da recém-formada nação dos Estados Unidos da América. Nascido em 22 de fevereiro de 1732, no condado de Westmoreland, na Virgínia, ele era agrimensor por profissão e proprietário de terras por herança. casou-se em 1759 com Martha Dandridge Custis (1732-1802). Enquanto servia como oficial na Milícia da Virgínia, durante os primeiros anos da Guerra Franco-Indiana (1754-1763), começou a desenvolver uma certa animosidade pelos oficiais britânicos e por suas tropas, que sempre tratavam os cidadãos nascidos na América como um inimigo subjugado.

Eleito para a Assembléia da Virgínia em 1758, Washington logo percebeu o crescente descontentamento que a maioria dos americanos tinha por viver numa colônia britânica. Em 1765, o Parlamento Britânico aprovou o Stamp Act, impondo sobre os colonos uma taxa destinada a pagar uma força militar britânica que ocuparia as colônias e fortaleceria os governantes britânicos. Em 1774, depois que o governador britânico da Virgínia dissolveu a Assembléia, Washington esteve entre os que perceberam que um conflito armado com o Inglaterra se tornara inevitável. Estava declarada a Guerra Revolucionária Americana (1775-1783), que irrompeu em todas as colônias. Washington se destacou como comandante das unidades de milícia da Virgínia e, em 1775, o recém-formado Congresso Continental o fez comandante do exército americano. Em 4 de julho de 1776, a Declaração da Independência americana estava assinada. Washington conseguiu forçar os britânicos a deixar Boston, mas não teve êxito em dominar a cidade de Nova York.

Em 24 de dezembro de 1776, ele desferiu um brilhante e ousado ataque através do Rio Delaware, esmagando as defesas britânicas em Trenton e Princeton. O feito elevou o moral das tropas americanas. Mas a vitória final só ocorreu quando Washington derrotou definitivamente o general Lorde Cornwallis (1738-1805) em Yorktown, em 19 de outubro de 1781. Embora um tratado de paz só fosse assinado em 1783, os britânicos haviam sido dominados, e uma nascia nova nação.

Depois da guerra, Washington voltou para sua casa em Mount Vernon, na Virgínia, mas em 1787, presidiu a Convenção Constitucional na Filadélfia. Em 1789, sob as disposições da Constituição dos Estados Unidos, ele foi eleito pelo Colégio Eleitoral o primeiro presidente dos Estados Unidos. Reeleito em 1793, Washington criou um poderoso governo centralizado, gerido, porém, com o consenso dos representantes de cada estado. Um dos mais respeitados estadistas na história dos Estados Unidos, ele recusou um terceiro mandato presidencial e se aposentou em 1797. George Washington morreu em 14 de dezembro de 1799.