sábado, 12 de março de 2016

Como Funciona o Processo de Eleição dos Estados Unidos

Entenda como funcionam as primárias nas eleições presidenciais dos EUA

Saiba como será escolhido o candidato republicano e democrata para a disputa da Casa Branca
01/02/2016 - 19H09 - ATUALIZADA ÀS 17H02 - POR EDSON CALDAS
Eleições nos Estados Unidos (Foto: Scott Olson/ Getty Images )
   O processo eleitoral americano dura quase um ano. Na primeira etapa, chamada de primárias, são escolhidos os candidatos que irão disputar a Casa Branca pelos partidos democrata e republicano. Nas eleições de 2016, as primárias começam oficialmente em 1° de fevereiro, no estado de Iowa, e se encerram em 14 de junho, em Washington D.C. Depois das primárias, ocorre a campanha eleitoral e, na sequência, a eleição, marcada para 8 de novembro.
Vamos então ao início do processo. Como funcionam as primárias? Ao contrário do Brasil, onde a participação na decisão sobre qual será o candidato à presidência da República de cada partido é restrita, nos Estados Unidos ela envolve milhares e milhares de eleitores. Para eleger seus candidatos, o partido republicano e o partido democrata realizam eleições entre seus filiados em todos os estados americanos. A partipação popular é tão valorizada que em alguns estados mesmo os americanos não filiados aos partidos podem votar nas primárias. Ou seja, um eleitor que não é republicano pode votar na primária republicana em algumas regiões do país.   
As primárias acontecem de forma escalonada, em dias diferentes, até junho. As datas são fixadas pelos estados e pelas direções dos partidos. Existe ainda a tradicional Super Tuesday. Uma terça-feira em que vários estados realizam primárias simultaneamente. A data é considerada crucial e, neste ano, acontece no dia 1º de março.
O processo eleitoral americano se preocupa em equilibrar a influência dos estados no rumo político da nação, de acordo com o número de habitantes que neles moram. Portanto, ganhar as primárias na Califórnia  não tem o mesmo peso de sair vitorioso no Alaska.Entendeu? Pois agora complica um pouco. São feitas as eleições regionais, ok. Mas como é decidido o vencedor em nível nacional? A resposta não é simplesmente somar o número de estados em que cada candidato ganhou e ver quem levou mais estados. Ou fazer uma contagem total dos votos.
Como é feito esse cálculo, então? Cada estado tem direito a um determinado número de delegados. Esse número é definido principalmente pela população do estado — quanto mais gente, mais delegados. Porém, alguns estados podem ganhar delegados adicionais como um bônus, de acordo com certos critérios determinados pelos partidos. São esses delegados que votarão na convenção nacional de cada partido para definir quem será o candidato à presidência. No caso dos democratas, existem ainda os superdelegados — líderes do partido (Barack Obama e Bill Clinton são alguns deles) que podem votar em quem quiserem.
Neste ponto, há uma diferença bastante importante na maneira como democratas e republicanos fazem a escolha de seu candidato. No caso dos democratas, os delegados de cada estado são divididos proporcionalmente, de acordo com os resultados das primárias. O cálculo para se chegar a essa proporcionalidade é complexo. Mas, via de regra, ela fica muito próxima de um para um. Por exemplo: se Hillary Clinton receber 60% dos votos num estado e Bernie Sanders 40%, Hillary leva cerca de 60% dos delegados e Sanders, 40%. Se o estado tiver 10 delegados, Hillary ganha 6 e Sanders 4. O placar para a convenção nacional do partido democrata fica em 6x4.  
No caso dos republicanos, as regras variam de estado para estado. Em alguns, aplica-se a mesma regra de proporcionalidade dos democratas. Em outros, o vencedor leva todos os delegados daquele estado. Há ainda sistemas híbridos, que misturam os dois tipos de regras.
Até o momento, Hillary Clinton lidera as pesquisas do partido democrata, enquanto Donald Trump é o principal nome da chapa rival, republicana. Mas a dupla precisará confirmar o favoritismo nas urnas. Pois que venham as primárias.
Como funcionam as eleições nos Estados Unidos (Foto: Danilo Bandeira)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Independência do Haiti





Batalha em San Domingo, pintado por January Suchodolski representando uma luta entre as tropas polonesas ao serviço francês e os rebeldes do Haiti


A independência do Haiti foi influenciada pela Revolução Francesa e é considerada a única revolta de escravos bem sucedida desde a antiguidade clássica. O episódio, também conhecido como Revolução Negra, teve origem na revolta gerada entre os escravos que trabalhavam na lavoura de cana de açúcar. 

A Colônia de São Domingos, antigo nome do Haiti, era posse da França e uma importante fonte de lucros. A exploração do trabalho era sistemática e desumana. Os castigos corporais levaram milhares de negros à morte. Os relatos da época documentam que era mais comum que os escravos recebessem chicotadas do que comida. 

Ao longo do tempo esta situação gerou ódio e desejo de vingança nos escravos que, contaram ainda com os ideais de igualdade e liberdade pregados na Revolução Francesa. 

Em 1791, na França, a Assembléia Constituinte decretou a igualdade de direitos entre todas as pessoas na ilha de São Domingos. A medida garantia o direito de voto dos mulatos mas ainda não era a abolição da escravatura. Enquanto isso, os grandes latifundiários burgueses argumentavam que não deveria haver igualdade já que os negros e mulatos não deveriam ser considerados pessoas. 

Percebendo a oportunidade, alguns negros mais esclarecidos começaram a se organizar e promover pequenas revoltas que, com o passar do tempo, tomaram a forma de revolução. Um dos comandantes foi Toussaint L'Ouverture que, ao lado de Jean François e Biassou, organizou um exército capaz de combater os europeus. 

Com a revolta espalhada os embates se tornaram cada vez mais violentos e os brancos se negavam a aceitar um acordo de paz. Em meio às batalhas da guerra contra a Inglaterra, a França derrubou a Monarquia, proclamou a República e aboliu a escravidão em todos os seus territórios. 

Toussaint foi nomeado chefe do exército e quando Napoleão Bonaparte foi eleito primeiro-cônsul, São Domingos proclamou uma Constituição, tornando-se província autônoma. Entretanto, Napoleão enxergava em São Domingos um ponto chave na expansão do império francês pelo mundo. Assim, enviou um exército de 47 mil homens à colônia e, sob o pretexto de negociação, levou Toussaint para a França onde foi morto na prisão. 

Porém, a morte de Toussaint não pôs fim as revoltas. Ao contrário, elas ganharam um novo líder: Dessalines que, em 1804, derrotou as tropas de Napoleão e proclamou a independência de São Domingos que passou a se chamar Haiti.

                      


Fatos Curiosos Sobre a Constituição dos E.U.A.

       







Uma das mais antigas do mundo, a Constituição dos Estados Unidos foi aprovada em 17/9/1787 e sofreu pouquíssimas modificações até hoje. Igualzinho à nossa, só que não. Entregue ao povo pouco mais de 10 anos depois da declaração de independência, é a base da democracia mais forte do mundo, apesar de esta palavra não fazer parte do documento. A introdução famosa "Nós, o povo", dispensa qualquer outra menção sobre a quem pertence e a quem se dirige o poder do país. Veja nesta lista 15 curiosidades sobre a Constituição americana.
Wikipedia

1

 

Lei dos nativos

A Constituição dos Estados Unidos foi inspirada na organização política dos índios iroqueses, que têm diversos povos espalhados entre o Canadá e nordeste dos Estados Unidos.
Reprodução/USCrow
Reprodução/USCrow

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Resumão

O documento original, aprovado em 17 de setembro de 1787, tem 4.400 palavras, sendo considerada a mais curta lei fundamental de um país soberano.
Reprodução/Archive.org
Reprodução/Archive.org

3

 

Não tinha corretor

Entre diversos erros de ortografia presentes no documento original, o mais chamativo é o nome do Estado da Pennsylvania, grafado como "Pensylvania", ao lado dos nomes dos signatários.
Reprodução/Soundlandscapes
Reprodução/Soundlandscapes

4

 

Viajante

Thomas Jefferson, considerado um dos "país da nação" e principal autor da declaração de independência, não assinou a Constituição. Ele estava representando os Estados Unidos na França.
Reprodução/University of Brighton
Reprodução/University of Brighton

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Manuscrito

Quem fez o manuscrito da Constituição foi um funcionário da Assembleia da Pennsylvania, Jacob Shallus. Shallus recebeu US$ 30 pelo freela. Em valores de hoje, seriam cerca de R$ 3 mil.
Reprodução/shineyourlight
Reprodução/shineyourlight

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Temperatura controlada

As quatro páginas originais da Constituição estão expostas no Arquivo Nacional, em Washington (DC), atrás de um vidro protetor emoldurado com titânio. Para preservar o papel, os compartimentos contêm gás argônio, e são mantidos a 19ºC e 40% de umidade.
Reprodução/JeremyPerson
Reprodução/JeremyPerson

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Sem direitos

A primeira versão da Constituição não mencionava os direitos básicos do cidadão. Por isso, três dos 42 delegados que participaram da finalização do documento se recusaram a assiná-lo. Vários Estados também rejeitaram o texto pelo mesmo motivo. A Carta dos Direitos só entrou em vigor em 1791, contendo as dez primeiras emendas à Constituição.
Reprodução/Newsweek
Reprodução/Newsweek

8

 

Cheiroso

Patrick Henry, um dos delegados eleitos para a Convenção Constitucional, acabou se tornando um crítico severo do documento e se recusou a participar do evento alegando ter "cheiro de rato".
Wikipedia
Wikipedia

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Vovô da Constituição

O jornalista e cientista Benjamin Franklin, um dos líderes da Revolução Americana, precisou de ajuda para assinar a Constituição devido ao seu estado de saúde. Ele foi levado à Convenção em uma cadeira carregada por quatro prisioneiros. Franklin estava com 81 anos e assinou o documento chorando.
Reprodução/ChristianPost
Reprodução/ChristianPost

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Grana curta

Benjamin Franklin, que era tratado como "o sábio", sugeriu que todas as sessões da Convenção fossem abertas com uma oração, mas os delegados recusaram a proposta alegando que não havia dinheiro para contratar um capelão.
Reprodução/BuildDirect
Reprodução/BuildDirect

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Dia de comer peru

O Dia de Ação de Graças, principal feriado dos Estados Unidos, surgiu um 26 de novembro de 1789, por proclamação do presidente George Washington com apoio do Congresso. O objetivo do feriado era dar graças pela nova Constituição.
Reprodução/CalabriaOnWeb
Reprodução/CalabriaOnWeb

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Brancaleone

Houve uma proposta para que a Constituição limitasse o exército em 5 mil homens. O presidente George Washington reagiu com sarcasmo, dizendo que estaria de acordo desde que fosse adicionado um artigo proibindo exércitos invasores a terem mais de 3 mil soldados.
Reprodução/Time
Reprodução/Time

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Íntegra

A Constituição dos Estados Unidos sofreu apenas 17 alterações desde 1791
Reprodução/Outsidethebeltway
Reprodução/Outsidethebeltway

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Nós e eles

Minorias étnicas são tratadas no texto como "outros"
Reprodução/Timeanddate
Reprodução/Timeanddate

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Nós, o povo

A palavra "democracia" não aparece no texto da Constituição dos Estados Unidos

Como Era O Cotidiano das Pessoas Nas Treze Colônias Inglesas

     Cotidiano das famílias nas Treze Colônias Inglesas

Cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas 
Família puritana indo para a igreja

A ideia de que todas as formas de colonização foram somente de exploração é um fato recorrente e perpetuado entre vários estudiosos do assunto. Recentemente, novos estudos ressaltaram a importância de analisarmos as colonizações ocorridas durante o processo das Grandes Navegações Marítimas Europeias (séculos XV ao XVIII), dentro de uma perspectiva que incluísse a colonização de povoamento.
Pensar em como viviam as famílias dos ingleses que vieram da Inglaterra e dos colonos nascidos na América é um tanto complexo, pois, geralmente, a constituição de uma família era um empreendimento difícil dentro de uma lógica de colonização de exploração.
Estudiosos apontam para a seguinte questão: todas as formas de colonização fundamentaram suas ações e práticas na exploração e povoamento dos novos territórios conquistados. Dessa maneira, devemos pensar a colonização europeia na América como colonização de exploração e colonização de povoamento ao mesmo tempo: essas formas de colonização não existem sozinhas, acontecem mutuamente e reciprocamente. Toda a colonização visa à ocupação do território e à exploração dos recursos minerais e vegetais e, às vezes, humanos (escravidão dos nativos) deste território.
Após alguns esclarecimentos, voltemos ao nosso objetivo: o cotidiano das famílias nas Treze Colônias inglesas. Como essas famílias viviam? Como se alimentavam? Como se vestiam? Como trabalhavam? Todas essas indagações serão nossos objetos de análise no presente texto.
As famílias constituídas nas Treze Colônias inglesas assemelhavam-se muito às famílias europeias. Existia uma média de sete filhos em cada família, mas a mortalidade infantil com menos de um ano de idade era altíssima – dos sete, menos da metade chegava a sobreviver. A família colonial era patriarcal, o pai ou o marido era a principal autoridade da casa e nessas famílias o trabalho era exercido por todos.
As mulheres geralmente trabalhavam dentro e fora de casa, produziam alimentos, roupas, velas, entre outros, portanto, o papel social desempenhado pela mulher era extremamente importante – a partir de suas mãos a família se vestia e comia. As mulheres das colônias, no século XVIII, quase todas se casavam, era muito difícil uma mulher ficar solteira. Casavam-se a partir dos 24 anos de idade, enquanto as mulheres europeias do século XVIII casavam-se bem mais novas. As mulheres não tinham autonomia nas colônias, ficavam às sombras de seus maridos ou pais. Uma mulher poderia se casar uma única vez. O divórcio existiu por um curto tempo, mas posteriormente foi extinto.
No seio das famílias existia o resultado direto do matrimônio entre o homem e a mulher (marido e esposa), que eram os filhos. Nas Treze Colônias inglesas, as crianças eram vestidas como adultos a partir dos sete anos de idade, aprendiam a ler e a escrever e geralmente seguiam o ofício dos pais. O principal trabalho exercido pelas crianças era em casa, lá exerciam vários afazeres domésticos.
Principalmente nas Colônias do Norte, desenvolveu-se o comércio juntamente com as atividades manufatureiras, entretanto a grande parte da população estava desempenhando o trabalho no campo, ou seja, praticando a agricultura.
Grande parte da população das Treze Colônias inglesas era puritana (protestantes), principalmente os colonos do norte. A população puritana quase sempre se vestia com roupas com tons escuros e as mulheres não ostentavam joias e luxo. Era uma sociedade dedicada ao trabalho, havia pouco tempo para as diversões. As reuniões festivas dos colonos aconteciam no momento da construção de algum celeiro, ou seja, misturavam lazer ao trabalho. Uma das principais características dos colonos ingleses foi a ética do trabalho.

Biografia de George Washington

George Washington


Líder militar americano (1732-1799). Derrotou os ingleses na guerra da independência e foi presidente dos EUA.

Um dos maiores líderes militares da história, George Washington foi responsável pela derrota dos britânicos e foi o primeiro presidente da recém-formada nação dos Estados Unidos da América. Nascido em 22 de fevereiro de 1732, no condado de Westmoreland, na Virgínia, ele era agrimensor por profissão e proprietário de terras por herança. casou-se em 1759 com Martha Dandridge Custis (1732-1802). Enquanto servia como oficial na Milícia da Virgínia, durante os primeiros anos da Guerra Franco-Indiana (1754-1763), começou a desenvolver uma certa animosidade pelos oficiais britânicos e por suas tropas, que sempre tratavam os cidadãos nascidos na América como um inimigo subjugado.

Eleito para a Assembléia da Virgínia em 1758, Washington logo percebeu o crescente descontentamento que a maioria dos americanos tinha por viver numa colônia britânica. Em 1765, o Parlamento Britânico aprovou o Stamp Act, impondo sobre os colonos uma taxa destinada a pagar uma força militar britânica que ocuparia as colônias e fortaleceria os governantes britânicos. Em 1774, depois que o governador britânico da Virgínia dissolveu a Assembléia, Washington esteve entre os que perceberam que um conflito armado com o Inglaterra se tornara inevitável. Estava declarada a Guerra Revolucionária Americana (1775-1783), que irrompeu em todas as colônias. Washington se destacou como comandante das unidades de milícia da Virgínia e, em 1775, o recém-formado Congresso Continental o fez comandante do exército americano. Em 4 de julho de 1776, a Declaração da Independência americana estava assinada. Washington conseguiu forçar os britânicos a deixar Boston, mas não teve êxito em dominar a cidade de Nova York.

Em 24 de dezembro de 1776, ele desferiu um brilhante e ousado ataque através do Rio Delaware, esmagando as defesas britânicas em Trenton e Princeton. O feito elevou o moral das tropas americanas. Mas a vitória final só ocorreu quando Washington derrotou definitivamente o general Lorde Cornwallis (1738-1805) em Yorktown, em 19 de outubro de 1781. Embora um tratado de paz só fosse assinado em 1783, os britânicos haviam sido dominados, e uma nascia nova nação.

Depois da guerra, Washington voltou para sua casa em Mount Vernon, na Virgínia, mas em 1787, presidiu a Convenção Constitucional na Filadélfia. Em 1789, sob as disposições da Constituição dos Estados Unidos, ele foi eleito pelo Colégio Eleitoral o primeiro presidente dos Estados Unidos. Reeleito em 1793, Washington criou um poderoso governo centralizado, gerido, porém, com o consenso dos representantes de cada estado. Um dos mais respeitados estadistas na história dos Estados Unidos, ele recusou um terceiro mandato presidencial e se aposentou em 1797. George Washington morreu em 14 de dezembro de 1799.

A Independência dos Estados Unidos

                           A Independência dos Estados Unidos


Antes da Independência, os EUA eram formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.

Colonização dos Estados Unidos

Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:
Colônias do Norte : região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características : mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.
Colônias do Sul : colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.

Metrópole aumenta taxas e impostos

A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa),  Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida política da colônia.
Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.

Constituição dos Estados Unidos

Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.


Thomas Jefferson : redigiu a Declaração de Independência em 1776
 

Declaração da Independência, por John Trumbull, 1817–1818.

Adam Smith-Liberalismo Econômico


                 Biografia resumida (principais momentos da vida de Adam Smith)



- Com 16 anos de idade, foi estudar filosofia moral na Universidade de Glasgow.

- Em 1740, entrou na Universidade de Oxford.

- Em 1748, começou a lecionar em Edimburgo                             o.Adam Smith: o pai do liberalismo econômico

- Em 1750, conheceu David Hume, importante filósofo do período que se tornou seu grande amigo.

- Em 1751, tornou-se professor de Lógica e Filosofia Moral na Universidade de Glasgow.

- Em 1759, publicou sua obra Teoria dos Sentimentos Morais.

- Em 1763, Adam Smith deixou de ser professor para assumir o cargo de tutor do duque de Buccleuch.

- Entre 1764 e 1766, viajou pela França onde conheceu grandes intelectuais da época, entre eles d’Alembert, Turgot e Helvetius.

- Em 1776, publicou sua grande obra: A Riqueza das Nações.

- Em 1778, recebeu o cargo de comissários da alfândega da Escócia.

Obras principais:

- Teoria dos sentimentos morais (1759)

- A Riqueza das Nações (1776)

Frases de Adam Smith

- "A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes."

- "Impostos que visem a prevenir, ou mesmo reduzir a importação, são evidentemente tão destrutivos das rendas alfandegárias quanto a liberdade de comércio."

- "No estágio adiantado da sociedade, portanto, são paupérrimas as pessoas que fazem comércio daquilo que os outros procuram como passatempo."

- "Nenhuma nação pode florescer e ser feliz enquanto grande parte de seus membros for formada de pobres e miseráveis."

- "Mas, mesmo que o trabalho seja a medida real do valor de troca de todas as mercadorias, não é por ele que seu valor é avaliado."





Faça um comentário do texto acima 



Principais pensadores do Iluminismo Econômico

Os pensadores iluministas que se ocuparam de questões econômicas deram origem a duas grandes correntes de pensamento. A primeira delas foi a fisiocracia, que obteve grande circulação nos fins do século XVIII. Uma outra teoria mais amplamente desenvolvida foi o “liberalismo”, que até hoje influencia fundamentos do pensamento econômico contemporâneo.

A fisiocracia foi responsável pela crítica ao vigente sistema econômico mercantilista. Segundo suas idéias, o pensamento fisiocrata criticava a lógica de exploração e acúmulo de metais preciosos defendida pelo mercantilismo. De acordo com a fisiocracia, as práticas mercantilistas não promoveriam o desenvolvimento das riquezas de uma nação. A única real fonte de riqueza estaria vinculada à terra. As demais atividades econômicas (a manufatura e comércio) seriam mera conseqüência da riqueza produzida das atividades agrícolas.

Entre seus principais pensadores podemos destacar François Quesnay (1694 – 1774) e Anne Robert Jacques Turgot (1727 – 1781). Outro pensador de suma importância foi Vincent de Gournay ( 1712 – 1759), autor da célebre frase: “Laissez faire, laissez passer, lê monde va de lui même” (Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo). Essa frase foi de expressiva importância para que fosse lançado um dos pontos fundantes do pensamento liberal.

Adam Smith, discípulo de Vincent de Gournay, sistematizou as primeiras premissas do liberalismo econômico. Considerado um dos fundadores das ciências econômicas, Smith considerou na obra “A riqueza das nações”, que o trabalho era o fruto de toda a riqueza de uma sociedade. Por meio da intervenção do homem a prosperidade seria alcançada. Defensor do direito de propriedade, esse pensador ainda acreditava que a economia era naturalmente guiada por leis próprias e, por isso, não deveria sofrer maiores intervenções do Estado.

Defendendo a adoção de medidas de caráter racional, Adam Smith enxergava na livre-concorrência e na divisão do trabalho itens fundamentais para o desenvolvimento da economia. Assentando tais idéias sobre a economia, Smith colocou o liberalismo econômico como uma das mais pujantes correntes do pensamento econômico até o início do século XX.

Os Romanov: 8 Curiosidades sobre Catarina, a Grande

      8 Curiosidades sobre Catarina, a Grande



Catarina II da Rússia (1729-1796) foi uma das governantes mais improváveis da História. Depois de se casar e entrar para a família Romanov na Rússia, viu-se no centro de um golpe de estado para retirar o seu marido do trono e coloca-la a ela no seu lugar. As conquistas conseguidas durante o seu reinado, que durou trinta-e-quatro anos, são muitas vezes ofuscadas pela sua vida pessoal que é vista como uma das mais escandalosas da sua e de outras épocas. No entanto, por detrás dos rumores e dos mexericos, encontra-se uma das governantes mais astutas e capazes da longa e turbulenta História da Rússia. Agora, 250 anos depois de ter subido ao trono a 9 de Julho de 1762, fique a saber algumas curiosidades sobre Catarina, a Grande.


1. O nome de Catarina, a Grande não era Catarina e ela nem sequer era russa.

A mulher que ficaria para a História como Catarina, a Grande, a mulher que durante mais tempo governou na Rússia, era na verdade a filha mais velha de um príncipe prussiano que estava na miséria. Nascida em 1729, Sofia de Anhalt-Zerbst recebeu várias propostas de casamento graças às origens nobres da sua mãe. Em 1744, quando tinha quinze anos de idade, Sofia recebeu um convite da czarina Isabel, filha do czar Pedro, o Grande da Rússia, que tinha subido ao trono três anos antes graças a um golpe de estado, para a visitar na Rússia. Isabel, que era solteira e não tinha filhos, tinha escolhido o seu sobrinho Pedro como herdeiro e estava agora à procura de uma noiva para ele. Sofia, que recebeu uma educação excelente da sua mãe e estava ansiosa por agradar os seus anfitriões, causou imediatamente um grande impacto em Isabel, mas não no seu futuro marido. O casamento realizou-se a 21 de Agosto de 1745 e a noiva teve de se converter à Igreja Ortodoxa Russa, mudando de nome para Ekaterina, ou Catarina.

Catarina com o seu marido, o futuro czar Pedro III
2. É provável que o filho mais velho – e herdeiro – de Catarina fosse ilegítimo

Catarina e o seu novo marido tiveram um casamento conturbado desde o início. Apesar de a jovem princesa prussiana ter sido importada para dar à luz um herdeiro, passaram oito anos sem que o casal tivesse filhos. Alguns historiadores acreditam que Pedro não conseguiu consumar o casamento enquanto outros defendem que era infértil. Profundamente infelizes na sua vida conjugal, Pedro e Catarina começaram a ter casos amorosos com outras pessoas, ela com Sergei Saltykov, um oficial do exército russo. Quando Catarina deu à luz um filho, Paulo, em 1754, surgiram rumores de que o pai da criança era Saltykov e não Pedro. Nas suas memórias, Catarina deu crédito a este rumor, chegando mesmo a afirmar que a imperatriz Isabel a tinha ajudado a encontrar-se com Saltykov. Embora hoje em dia os historiadores sejam da opinião que as afirmações de Catarina tinham como único objectivo descredibilizar Pedro e que ele era realmente o pai biológico de Paulo, existem poucas dúvidas relativamente aos restantes três filhos de Catarina: acredita-se que nenhum deles era filho de Pedro.


3. Catarina chegou ao poder num golpe de estado sem derramamento de sangue que, mais tarde, se tornou mortal

Isabel morreu em Janeiro de 1762 e o seu sobrinho sucedeu-a como Pedro III, tendo Catarina como consorte. Ansioso por deixar a sua marca na nação, terminou imediatamente a guerra que a Rússia estava a travar contra a Prússia, uma decisão que foi muito mal recebida pela classe militar do país. O seu plano de implementar um programa de reformas internas liberais que tinha como objectivo melhorar a qualidade de vida das classes mais baixas da Rússia também prejudicava membros da baixa nobreza. À medida que as tensões iam aumentando, surgiu o plano de tirar Pedro do poder. Quando a conspiração foi descoberta em Julho de 1762, Catarina movimentou-se rapidamente, conquistando o apoio do regimento militar mais poderoso do país que conseguiu fazer com que o seu marido fosse preso. A 9 de Julho, apenas seis meses depois de se tornar czar, Pedro abdicou e Catarina foi proclamada governante única. No entanto, aquele que tinha sido um golpe de estado sem derramamento de sangue não demorou a causar vítimas. A 17 de Julho, Pedro foi assassinado por Alexei Orlov, irmão do amante de Catarina, Gregory. Apesar de não existirem provas de que Catarina soubesse do assassinato antes deste acontecer, o acontecimento ensombrou o início do seu reinado.


4. Catarina enfrentou mais de doze revoltas durante o seu reinado.

Entre as muitas revoltas que ameaçaram o reinado de Catarina, a mais perigosa foi a que sucedeu em 1773, quando um grupo de cossacos e camponeses armados liderados por Emelyan Pugachev se revoltaram contra as condições sociais e económicas difíceis que viviam a classe mais pobre da sociedade russa, os servos. Tal como aconteceu com muitas das outras revoltas que Catarina enfrentou, a Revolta de Pugachev questionou a validade do seu reinado. Pugachev, um antigo oficial do exército, dizia ser o deposto Pedro III, que todos acreditavam estar morto, e, por isso, era ele o herdeiro legítimo do trono. Um ano depois de dar início à sua campanha, Pugachev já tinha conseguido juntar milhares de apoiantes e conquistado uma parque significativa do território, incluindo a cidade de Kazan. Inicialmente, Catarina preocupou-se com a revolta, mas não demorou a responder com força. Enfrentados pelo grande exército da Rússia, os apoiantes de Pugachev acabariam por abandoná-lo e ele acabaria preso e executado em público em Janeiro de 1775.


5. Ser amante de Catarina dava grandes lucros.

É conhecida a fama de Catarina ser fiel aos seus amantes, tanto durante a sua relação como depois de esta terminar. Normalmente, Catarina terminava as suas relações nos melhores termos com os seus parceiros, dando-lhes títulos, terras, palácios e até pessoas – chegou a presentear um antigo amante com mais de 1000 servos, ou escravos. Mas talvez aquele que mais lucrou tenha sido Estanislau Poniatowski, um dos seus primeiros amantes e pai de um dos seus filhos. Membro da nobreza polaca, Poniatowski envolveu-se com Catarina (que ainda não tinha chegado ao trono) quando foi enviado para a embaixada britânica em São Petersburgo. Mesmo quando um escândalo provocado em parte pela sua relação o obrigou a deixar a corte russa, os dois continuaram próximos. Em 1763, muito depois do final da sua relação e um ano depois de Catarina chegar ao trono, a imperatriz apoiou Poniatowski financeira e militarmente no seu esforço para se tornar rei da Polónia, o que acabaria por acontecer. No entanto, assim que chegou ao trono, o novo rei, que Catarina e outros achava que seria um mero fantoche para servir os interesses da Rússia, deu início a uma série de reformas para fortalecer a independência do seu país. Aquela que foi outrora uma ligação forte entre dois antigos amantes não demorou a azedar e Catarina obrigou Estanislau a abdicar, sendo a Rússia o país que mais forçou a dissolução da recém-criada República das Duas Nações.



6. Catarina via-se como uma governante iluminada

O reinado de Catarina ficou marcado pela sua vasta expansão territorial, algo que contribuiu muito para os cofres da Rússia, mas que aliviou pouco o sofrimento do seu povo. Até as suas tentativas para implementar reformas governamentais eram muitas vezes vetadas pela vasta aristocracia russa. No entanto, Catarina considerava-se uma das governantes mais iluminadas da Europa e muitos historiadores concordam. Escreveu vários livros, panfletos e materiais educativos que tinham como objectivo melhorar o sistema educativo na Rússia. Apoiava as artes, tendo mantido durante toda a vida correspondência com Voltaire e outros filósofos proeminentes da época e criou uma das colecções mais impressionantes de arte do mundo no Palácio de Inverno, em São Petersburgo (agora inserida no famoso Museu Hermitrage) e até tentou compor uma ópera. 



7. Ao contrário do mito popular, Catarina teve uma morte bastante normal e nada de especial aconteceu.

Tendo em conta a reputação chocante da imperatriz, talvez não seja de admirar que houvesse sempre rumores sobre ela, mesmo depois de morta. Quando morreu a 17 de Novembro de 1796, os seus inimigos na corte começaram imediatamente a espalhar vários rumores sobre os últimos dias da imperatriz. Alguns diziam que a governante toda poderosa tinha morrido na casa-de-banho. Outros levaram os rumores ainda mais longe e criaram um mito que ainda se prolonga até aos dias de hoje: que Catarina, cuja vida luxuriosa era um segredo aberto, tinha morrido enquanto praticava relações sexuais com um animal que muitos acreditam ter sido um cavalo. Obviamente este rumor não tem qualquer fundo de verdade. Apesar de os seus inimigos terem esperado por um fim escandaloso, a verdade é que Catarina simplesmente sofreu uma apoplexia e morreu calmamente na sua cama no dia seguinte.

Catarina, a Grande com a sua nora Maria Feodorovna e o filho, o futuro czar Paulo I
8. O filho mais velho de Catarina teve o mesmo destino macabro que o pai.

Era conhecida a relação conturbada de Catarina com o seu filho mais velho, Paulo. O menino tinha sido retirado à mãe pouco depois de nascer e foi criado em grande parte pela antiga czarina Isabel e uma série de tutores. Depois de ter subido ao trono, Catarina, temendo que o seu filho se vingasse dela pela deposição e morte do seu pai, manteve-o afastado dos assuntos de estado, o que o tornou ainda mais isolado. A relação entre eles era tão má que, às vezes, Paulo se mostrava convencido de que a sua mãe o planeava matar. Embora Catarina nunca tivesse tido tais planos, era verdade que temia que Paulo se tornasse um governante incompetente e procurou outras alternativas para a linha de sucessão. Tal como a imperatriz Isabel tinha feito antes de si, Catarina controlou a educação dos filhos mais velhos de Paulo e havia vários rumores que diziam que era sua intenção nomear os seus netos herdeiros, passando Paulo à frente na sucessão. De facto, acredita-se que Catarina pretendia tornar esta decisão oficial em finais de 1796, mas morreu antes de o fazer. Temendo que o testamento da mãe incluísse clausulas para tornar esse plano possível, Paulo confiscou o documento antes deste se tornar público. Alexandre, o filho mais velho de Paulo, sabia dos planos da avó, mas cedeu à pressão e não enfrentou o seu pai. Paulo tornou-se czar, mas não demorou a tornar-se tão imprevisível e pouco popular como a sua mãe tinha temido. Após cinco anos de reinado, acabaria por ser assassinado e o seu filho, Alexandre, de vinte-e-três anos, subiu ao trono como Alexandre I.